O mercado brasileiro de Brand Protection cresce com soluções que combinam monitoramento, detecção por IA e takedown automatizado. Entenda como funcionam e como escolher a plataforma ideal para o seu perfil.
O mercado brasileiro de proteção de marca digital tem crescido de forma consistente nos últimos anos. Com o aumento das fraudes online e da falsificação em marketplaces, empresas de diferentes portes passaram a buscar soluções tecnológicas para proteger seus ativos de propriedade intelectual.
Os três pilares das plataformas de Brand Protection
As plataformas de Brand Protection funcionam, em linhas gerais, a partir de três pilares: monitoramento, detecção e remoção.
Monitoramento: varredura contínua de ambientes digitais como marketplaces (Mercado Livre, Amazon, Shopee, Magalu), redes sociais (Instagram, Facebook, TikTok), buscadores (Google, Bing), lojas de aplicativos e domínios registrados. Esse monitoramento é realizado por meio de algoritmos que rastreiam palavras-chave, imagens e padrões de dados associados à marca.
Detecção: uso de inteligência artificial e aprendizado de máquina para identificar atividades suspeitas — anúncios de produtos falsificados, sites que reproduzem a identidade visual da marca, perfis falsos e domínios semelhantes ao da empresa (prática conhecida como cybersquatting).
Remoção (takedown): notificação e retirada do conteúdo infrator. As plataformas costumam ter canais diretos com os principais marketplaces e redes sociais, agilizando a remoção sem necessidade de ação judicial em muitos casos.
Como escolher a plataforma certa
No Brasil, há tanto empresas nacionais quanto internacionais atuando nesse segmento. Algumas se especializam em determinados tipos de ameaça, como falsificação em marketplaces, enquanto outras oferecem soluções mais abrangentes que cobrem desde anúncios pagos até a deep web.
A escolha da plataforma ideal depende do perfil da empresa, do setor de atuação e dos tipos de ameaça mais relevantes. Uma marca de moda, por exemplo, pode ter necessidades diferentes de uma empresa de tecnologia ou do setor farmacêutico.
O registro de marca como requisito
Independentemente da solução escolhida, é fundamental que a empresa tenha sua marca registrada no INPI. Esse registro é o que confere legitimidade para exigir a remoção de conteúdos e produtos infratores nas plataformas digitais.
Para quem deseja entender melhor as opções disponíveis e como integrá-las a uma estratégia jurídica de proteção de marca, a orientação de um profissional de propriedade intelectual pode fazer diferença.
Tem dúvidas sobre como proteger sua marca no ambiente digital? Nossa equipe está à disposição para conversar.
Responsável Técnico
Breno Zucher
